O que é que aconteceu para que a menstruação passasse de se considerar sagrada a ser desprezada?

– Existiram culturas antigas nas quais se venerava a menstruação e o corpo feminino. O que é que aconteceu para que a menstruação passasse de se considerar sagrada a ser desprezada?
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Prevenção de abusos. Chega de silêncio!

Minha filha, o teu corpo é teu, é o teu templo, o teu tesouro.
Só tu decides quem o toca, quem o abraça, quem te pega ao colo  e quem te dá mimos, só você!
Se alguém te toca e tu não gostas, demonstra-o à pessoa e solta a tigresa ou a loba que há dentro de ti e que te protege, arranha se necessário, ruge e corre!
Conta a toda a gente e especialmente a mim.
O teu corpo é teu, é o teu templo, o teu tesouro.
Só tu decides quem o toca,
Só tu!

 

As vezes conversas tão simples, tão tranquilas, podem prevenir muito!

Momentos valiosos onde podemos abrir estas questões passam diariamente à nossa frente e fechamos os olhos, fechamos a boca e fechamos o coração.

É necessário falar de sexualidade, somos sexualidade, a humanidade é sexual, evadir estas conversas não é bom para ninguém, nem para si nem para os seus filhos.

Falemos, reflitamos, perguntemos sem medo, com curiosidade, demos a estas pequenas pessoas as ferramentas necessárias, façamos delas pessoas fortes.

Os abusos sexuais acontecem em qualquer casa, não importa a sua riqueza ou educação, eles podem acontecer em qualquer casa, por um amigo, um familiar, …

Isso é difícil de controlar, mas podemos encher essa pequena pessoa de segurança e confiança, de valor e conhecimento O teu corpo é teu e só tu decides quem o toca!

Vamos começar por nunca forçar a criança a dar um beijo ou um abraço, se ela não quer, vamos continuar por criar um vínculo de comunicação e liberdade para perguntar, e dar-lhe amor, muito amor! Que ela conheça a sua tigresa, a sua loba, ou o animal que ela mais goste, e que lhe dê poder, que ela saiba que, se precisar, esse animal vive dentro dela e que lhe dá garras, força, coragem, e pernas ágeis, e que morde. Claro que morde! E bem forte!

Já chega de meninas cor-de-rosa, frágeis e indefesas! Chega!

As meninas tal como os meninos sabem rugir, morder e lutar se é necessário, e nós temos que ensinar-lhes que se elas precisam podem fazê-lo!

A educação sexual é um direito, é liberdade!

Carla Trepat

Porquê uma história sobre a sexualidade para meninas? 


Porque as meninas necessitam acompanhamento na descoberta do seu corpo e do prazer e que lhes digamos que é bom, QUE O PRAZER É UM PRESENTE DA VIDA. 


Porque a educação sexual começa em casa, com a nossa mãe e o nosso pai como modelos é, pois, necessário CRIAR ESTE VÍNCULO DE COMUNICAÇÃO E CONFIANÇA desde bem pequenas, para que saibam que nos podem perguntar e que nós estamos aqui para as escutar.


Porque vivemos numa sociedade onde não se valoriza a natureza feminina e à medida que as nossas meninas vão crescendo vão receber mensagens publicitárias em contra da sua beleza, dos seus ciclos femininos e da sua sexualidade. Reforçar desde bem pequenas a sua AUTO-ESTIMA E CONHECIMENTO DO CORPO é um presente que muitas de nós não tivemos e será uma linda semente de AMOR E CONFIANÇA PARA SI MESMA, para a mulher que será no dia de amanhã. 


Porque as mães precisamos REAPRENDER SOBRE O NOSSO CORPO, ver 
a nossa bela sexualidade através dos olhos da inocência  e aprender novamente a ama-la.

Porque cada dia é um bom momento para TRANSMITIR A BELEZA DO SEU CORPO e da sua natureza feminina. 


Porque estar vinculadas com a nossa sexualidade e o nosso prazer nos permite DESFRUTAR DE TUDO O QUE A VIDA NOS OFERECE.


Porque com cada criança que seja acompanhada com ternura e amor na sua sexualidade, o mundo terá ganho uma mulher CONSCIENTE, LIVRE E SEGURA. 


Porque, que melhor presente que acompanhar as meninas a se CONHECEREM E AMAREM através de uma história? 

 

Carla Trepat


O Tesouro de Lilith
Uma história sobre a sexualidade, o prazer e o ciclo menstrual.
Podes consegui-lo AQUI  ou na livraria mais próxima.

Depoimento sobre ‘O Tesouro de Lilith’

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Adoramos este depoimento de Raquel, mãe de Luna:

“Eu confesso que ainda não li a parte do guia no final.. Pela correria consegui por algumas noites contar a história pra Luna…

Achei interessante o tema e as ilustrações… consegui contar “sem ler” mas seguindo o roteiro das páginas e ela se interessou bastante… abriu um caminho pra falarmos sobre a “florzinha” como chamamos nossa vagina.. e trabalhar de modo a conhecê-la … depois colocamos um espelho pra reconhecer as partes e saber como ela funciona…

Acredito que lendo o guia vou ter uma visão mais ampliada… Mas eu vi o livro como uma abertura pra em diferentes momentos e idades eu poder usá-lo pra ir abordando os temas pouco a pouco.

A história em si é sutil ao abordar toda a complexidade sobre o que é ser mulher … e isso que achei bacana que podemos contribuir com o nosso olhar também pra ir abordando aspectos mais específicos como havia dito!

Acho que é isso.. Estamos no processo.. Nos reconhecendo e entendendo nossa importância nesse mundo além de nos preocupar também com as seguranças e necessidade de proteção que já se faz necessário nessa idade nesse mundo tão caótico”.

 

Quero separar-me do meu parceiro (mas só na fase pré-menstrual…)

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Eu e o meu parceiro conseguimos desmistificar as nossas desavenças e a nossa vontade de nos separar, e sabem que sempre ou quase sempre, são na etapa pré-menstrual?!

Nesses dias não quero estar com ele, não lhe encontro sentido e não o vejo nada bonito… Ou seja, que se estivéssemos separados, muito melhor!

Mas rapidamente passam esses cinco ou seis dias e tudo muda, volto a recuperar o bom humor, volto a vê-lo bonito e atrativo e estamos muito bem juntos… Como pode isto ser?

Simplesmente na fase pré-menstrual o nosso corpo pede-nos para estarmos sozinhas, ao nosso ritmo, separadas do mundo exterior, das demandas, dos enredos, … para estar à nossa vontade. Ou seja, separadas. E muito! Quero separar-me de ti! (mas só durante uns dias).

E porque não?

Pode um casal permitir-se estar separado emocionalmente durante cinco ou seis dias? Deveria poder, pela saúde da família. É uma necessidade de muitas mulheres e um desejo interno, mas como não o conhecemos, não é socialmente aceite, rejeitamos e pensamos que temos um problema.

Ai quanto sofrimento!

Convido-vos a assinalar num calendário os dias em que estão desconfortáveis com o vosso parceiro e a conectá-lo com o vosso ciclo menstrual, vão ver que grata surpresa se vai revelar!

Ao meu parceiro ocorreu-lhe (em segredo) ir marcando no calendário: circulo se estamos bem e cruz se não estamos bem e a surpreendentemente viu que só havia cinco ou seis cruzes durante o mês e todas na fase pré-menstrual! Agora, sim, compreendeu! Quando ponho a carta vermelha da fase pré-menstrual no frigorífico (em breve em português) já sabe que o melhor é estarmos separados por uns dias, que se aproxima a tempestade; uma gabardine e um sítio seguro é o que ele necessita.

Espero que estas palavras vos sejam uteis!

Beijos,

 

Carla Trepat

Que dons esconde a menstruação?

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O ciclo menstrual mostra quatro lados da vida, que se encontram presentes  na própria natureza. Quatro faces que vivem em nós e nos ensinam e mostram como vivir feliz. A primavera com a fase pré-ovulatoria, o verão com a fase da ovulação, o outono com a etapa pré-menstrual e o inverno com o nosso sangramento, a nossa menstruação (saiba mais aquí sobre o ciclo menstrual. Assim como a natureza se transforma e ao mesmo tempo é cíclica, nós também somos, e ter este ritmo interno em sintonia com a natureza permite-nos aceder a uma grande sabedoria e a um grande poder a partir do momento em que aprendemos a dançar a dança do nosso próprio ciclo menstrual.

A natureza sabe exactamente qual o momento para germinar as sementes, para dar os frutos ou para descansar, o nosso corpo também, só temos que ouvi-lo e acima de todo respeita-lo para dança-lo e organizar as nossas vidas de acordo com o nosso próprio ciclo.

Obviamente, nesta sociedade, com horas marcadas por relógios, empresas,… totalmente alheio aos ritmos da natureza, é uma loucura falar de sincronizar a nossa vida com o nosso ciclo menstrual, e por isso temos tanta dor e sofrimento, por essa incoerência  entre as nossas necessidades corporais e as nossas exigências externas, … mas não é por suprimir e ignorar o nosso ritmo natural interno que ele deixará de estar presente para nos guiar.

 

Carla Trepat

O porquê do síndrome pré-menstrual (irritabilidade, choro, raiva…)?

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Ao longo do dia acumulamos pequenas gotas de tristeza, raiva, irritação, … pequenas gotas que, às vezes, nesse momento não temos nem tempo nem vontade ou não sabemos sequer como expressá-las ou liberá-las. Pequenas gotas que ficam dentro de nós e se vão acumulando, juntando-se umas com outras e tornando-se cada vez mais e mais grandes dentro de nós.

Durante a fase pré-menstrual e às vezes também na fase menstrual, o nosso corpo libera-as, expelindo-as de forma natural, com choro, raiva, irritações, … e nós perguntamos “mas de onde que vêm esses sentimentos tão ruins agora?” Pois obviamente, eles não vêm do momento presente, mas sim de tudo o que você acumulou ao longo do mês e que o seu corpo sabiamente expulsa para a deixar liberada, limpa e saudável novamente.
Deixar que o seu corpo se expresse livremente e se possa limpar das emoções que não lhe fazem bem, é uma grande ferramenta para sanar o nosso corpo e liberta-lo de tudo o que não necessita.

Pessoalmente, quando eu tenho pré-menstruações ou menstruações muito irritantes ou desagradáveis, é um ponto de observação de mim mesma, de como estou nesta fase da minha vida. Se tenho muita vontade de chorar e muita raiva seguramente é porque me estou a sobrecarregar e não me estou a escutar ao longo do mês e por isso nesta fase expresso esta dor interna. Mas, se estou numa etapa da minha vida mais relaxada, vejo como também a minha fase pré-menstrual e menstruação são também mais tranquilas e agradáveis.

O síndrome pré-menstrual encontra-se somente na cultura occidental, uma cultura onde prioriza a produção ao descanso e à escuta de nosso corpo, … o nosso síndrome pré-menstraul não é mais do que um detector de quando não estamos ouvindo o nosso corpo nem o nosso coração, forçando-nos a ir a um ritmo que não é o nosso.

Como faço para mudar isso?

Reduzindo o ritmo e as exigências pessoais, descansando, priorizando o que você necessita e priorizando também o nosso cuidado íntimo e profundo, … pouco a pouco, prestar atenção já é um primeiro passo.